A Elektro encerrou 2010 com receita operacional bruta de R$ 4,9 bilhões e receitas operacionais líquidas de R$ 3,4 bilhões, aumentos de, respectivamente, 10,5% e 8,0% na comparação com 2009
Ambiente econômico
O ano de 2010 foi marcado pelo contínuo fortalecimento da economia brasileira e sua crescente relevância no cenário internacional. Após os impactos da crise financeira mundial de 2008, a retomada gradual da economia local foi influenciada pela expansão da atividade industrial, elevação do consumo interno, pelo aumento na oferta de crédito, ampliação da confiança de consumidores e empresários e pelo reequilíbrio da demanda global de países desenvolvidos no consumo de commodities, beneficiando as economias emergentes, entre elas o Brasil.
O ritmo de crescimento da atividade econômica mundial ainda é lento. As economias desenvolvidas mantêm baixas taxas de juros e contam com o suporte dos bancos centrais. Esse cenário externo, aliado aos juros altos praticados no Brasil, tem atraído investidores estrangeiros para o País. Paralelamente, o movimento de desvalorização do dólar norte-americano, também verificado em outros países, contribuiu para a valorização da moeda local e motivou medidas do governo brasileiro para inibir tal valorização. Ao longo de 2010, a moeda brasileira apresentou valorização de 4,31% frente ao dólar norte-americano, cotada a R$ 1,6662/US$, em 31 de dezembro de 2010, dentre as mais baixas cotações dos últimos dois anos. Somente no último trimestre do ano, o real valorizou 1,65% frente à moeda norte-americana.
No ano de 2010, o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou inflação de 11,32%, aumento de 13,0 pontos percentuais, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando apresentava de deflação1,72%. Essa variação foi influenciada principalmente pelo aumento dos preços de matérias-primas brutas, alimentação, transporte e custo de mão de obra.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o período em 5,91%, 1,60 ponto percentual acima do registrado no final de 2009, influenciado especialmente pela alta nos preços dos alimentos.
Diante desse cenário de elevação dos índices de inflação e do aumento da demanda, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros (Selic) para 11,75% a.a., a partir de março de 2011, 3,0 pontos percentuais acima da taxa de encerramento de dezembro de 2009. O Conselho Monetário Nacional manteve a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6,00% a.a., fixada neste nível até março de 2011, o mais baixo patamar desde sua criação, em 1984.
Em 2010, as exportações e importações apresentaram cifras recordes históricas e somaram, respectivamente, US$ 201,916 bilhões (31,4% de incremento sobre 2009) e US$ 181,638 bilhões (41,6% de aumento em relação a 2009). O superávit comercial encerrou o ano de 2010 com US$ 20,278 bilhões, 19,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior (US$ 25,275 bilhões). Os indicadores econômicos que mais influenciam os resultados da Elektro apresentaram a seguinte evolução:
| Variação acumulada | ||||
|---|---|---|---|---|
| Indicadores | 4T10 |
4T09 |
2010 |
2009 |
| Taxa de câmbio R$/US$ (1) | 1,6662 |
1,7412 |
1,6662 |
1,7412 |
| Valorização/(desvalorização cambial) – real em relação ao dólar | 1,65% |
2,08% |
4,31% |
25,49% |
| IGP-M | 3,18% |
- 0,11% |
11,32% |
- 1,72 |
| IPCA | 1,83% |
1,06% |
5,91% |
4,31% |
| CDI | 2,56% |
2,08% |
9,77% |
9,84% |
| TJLP | 1,47% |
1,47% |
6% |
6,12% |
(1) Cotação em 31 de dezembro de 2010.
Apresentação das demonstrações financeiras e convergência contábil
A promulgação das Leis nº 11.638/07 e 11.941/09 iniciou, para as sociedades abertas brasileiras, o processo de adoção e convergência às normas internacionais de relatório financeiro, conhecidas como IFRS.
Para todos os exercícios anteriores a 31 de dezembro de 2009, inclusive o exercício findo naquela data, a Elektro preparou suas Demonstrações Financeiras com base nas práticas contábeis adotadas no Brasil, observando as diretrizes contábeis da legislação societária brasileira até então vigentes.
As Demonstrações Financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 são as primeiras apresentadas em concordância com os novos pronunciamentos contábeis em IFRS e com os Pronunciamentos e Interpretações Técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), devidamente referendados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Elektro preparou seu balanço de abertura com a transição iniciada em 1º de janeiro de 2009. Para conhecer os principais ajustes efetuados pela Empresa para adequação às normas contábeis em IFRS, ver Notas Explicativas 2, 3 e 4 das Demonstrações Financeiras.
Resultados
2010 |
2009 |
Δ R$ |
Δ % |
|
|---|---|---|---|---|
Valores em R$ milhões |
Reapresentado |
2010/2009 |
||
| Venda de energia clientes finais | 4.131,8 |
3.695,1 |
436,7 |
11,8% |
| Receita de construção | 371,5 |
296,9 |
74,6 |
25,1% |
| Receita pelo uso do sistema de distribuição | 294,6 |
405,7 |
(111,1) |
- 27,4% |
| Outras receitas | 136,4 |
69,5 |
66,9 |
96,3% |
| Receitas operacionais + construção | 4.934,3 |
4.467,2 |
467,1 |
10,5% |
| Deduções às receitas operacionais | (1.565,4) |
(1.346,8) |
(218,6) |
16,2% |
| Receitas operacionais líquidas | 3.368,9 |
3.120,3 |
248,5 |
8,0% |
| Energia comprada para revenda (1) | (1.599,9) |
(1.493,4) |
(106,5) |
7,1% |
| Custo de construção | (371,5) |
(296,9) |
(74,6) |
25,1% |
| Gastos operacionais | (680,7) |
(592,2) |
(88,5) |
14,9% |
| Resultado do serviço | 716,7 |
737,9 |
(21,1) |
- 2,9% |
| EBITDA (2) | 862,4 |
871,6 |
(9,2) |
- 1,1% |
| Resultado financeiro | (72,5) |
76,4 |
(148,9) |
- |
| Lucro líquido | 450,4 |
567,7 |
(117,3) |
- 20,7% |
(1) Líquido de crédito de PIS/COFINS.
(2) Lucro do período antes do resultado financeiro, depreciação, amortização e da despesa de IR e CS.
Durante o ano de 2010, a receita operacional bruta da Elektro foi de R$ 4,9 bilhões, registrando aumento de 10,5% quando comparada a 2009.
As receitas operacionais líquidas atingiram R$ 3,4 bilhões, registrando crescimento de 8,0% em relação a 2009. O incremento observado deve-se a (i) reajustes tarifários de 2009 e 2010, com efeito médio para a Elektro de 4,98% e 8,91%, respectivamente e (ii) crescimento do consumo de energia em todas as classes, principalmente na residencial, comercial e industrial.
O custo da energia comprada para revenda cresceu 7,1% em comparação a 2009, devido ao incremento no volume comprado e aumento da tarifa média de energia nos reajustes dos contratos de compra. O resultado do serviço foi de R$ 716,7 milhões, com decréscimo de 2,9% sobre o resultado anterior.
A Elektro encerrou o exercício com EBITDA1 de R$ 862,4 milhões, apresentando uma redução de 1,1% em relação a 2009. Essa variação ocorreu principalmente em função do registro de R$ 67,4 milhões referente à provisão judicial em face do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de São Paulo (DER) e concessionárias de rodovias estaduais (ver Nota Explicativa nº 27.1 das Demonstrações Financeiras), parcialmente compensado pelo aumento no volume e nareceita de fornecimento de energia. Caso desconsiderado o efeito não recorrente da provisão judicial, o EBITDA de 2010 seria R$ 929,8 milhões, com incremento de 6,7% sobre o resultado de 2009.
(1) O EBITDA (Earnings Before Interest,Taxes, Depreciation and Amortization) consiste no lucro líquido antes de receitas e despesas financeiras líquidas, imposto de renda e contribuição social, e depreciação e amortização. A administração da Elektro entende o EBITDA como uma medida gerencial de lucratividade, amplamente utilizada por investidores e analistas para avaliar e comparar o desempenho das empresas. O EBITDA não é uma medida de desempenho financeiro elaborada segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, IFRS ou USGAAP.
O resultado financeiro acumulado em 2010 foi uma despesa líquida de R$ 72,5 milhões, apresentando variação negativa
de R$ 148,9 milhões frente à receita financeira líquida auferida em 2009, de R$ 76,4 milhões, que foi impactada por um efeito não recorrente causado principalmente pela reversão de R$ 95,8 milhões da provisão para contingência de PIS e COFINS incidentes sobre receitas financeiras, constituída nos termos previstos pela Lei Complementar nº 70/91 e Lei nº 9.718/98, alterada pela Lei nº 11.941 de 27 de maio de 2009 (ver Notas Explicativas 27.1 e 36 das Demonstrações Financeiras). Desconsiderado esse efeito não recorrente, o resultado financeiro, em 2009, seria uma despesa de R$ 19,4 milhões, logo, a variação negativa, em 2010, de R$ 53,1 milhões, foi devida, principalmente, à inflação medida pelo IGP-M, índice de reajuste da 1ª série da 2ª emissão de debêntures, que representa 16% da dívida da Elektro.
A Elektro registrou lucro líquido de R$ 450,4 milhões em 2010, comparado com o resultado de R$ 567,7 milhões do ano anterior. Caso fosse desconsiderado o efeito não recorrente da provisão judicial do DER, o lucro líquido de 2010 seria de R$ 494,9 milhões. Em 2009, se desconsiderado o efeito não recorrente da reversão da provisão para contingência de PIS e COFINS incidentes sobre receitas financeiras, o lucro líquido seria de R$ 504,5 milhões. Considerando o lucro líquido ajustado dos dois anos, a variação seria uma redução de 1,9%, principalmente em função da variação do resultado financeiro por causa da maior inflação medida pelo IGP-M.
Dividendos e juros sobre capital próprio
Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 13 de agosto de 2010, foi aprovada a distribuição de dividendos intermediários no montante de R$ 190,4 milhões, com base no lucro líquido do primeiro semestre de 2010, cujo pagamento foi realizado em três parcelas iguais, em 25 de agosto, 20 de outubro e 20 de dezembro de 2010.
Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 10 de novembro de 2010, foi aprovada a distribuição e o pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$ 67,6 milhões, referente ao exercício de 2010, pagos em 19 de janeiro de 2011.
A Administração da Elektro também propôs distribuição de dividendos no montante de R$ 168,0 milhões, referente ao exercício de 2010 (já deduzidos os pagamentos efetuados de dividendos intermediários e juros sobre capital próprio), a ser submetida à aprovação em Assembleia Geral Ordinária dos acionistas a ser convocada oportunamente.
4ª emissão de debêntures
Em 15 de julho de 2010, a Elektro efetuou a 4ª emissão de debêntures simples, nominativas, escriturais, não conversíveis em ação, da espécie subordinada com conversão para quirografária após a liquidação da 3ª emissão de Debêntures, no montante total de R$ 300 milhões, com vencimentos em 15 de julho de 2014 e 15 de julho de 2015, respectivamente 1ª e 2ª séries. A 1ª série, no valor de R$ 180 milhões, será remunerada à taxa de CDI acrescida de 1,15% a.a. e a 2ª série, no valor de R$ 120 milhões, à taxa de CDI acrescida de 1,25% a.a. O registro das debêntures na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ocorreu em 27 de julho de 2010 e a liquidação financeira ocorreu no dia 30 de julho de 2010.
Os recursos provenientes das debêntures foram integralmente utilizados para o resgate antecipado da 3ª emissão de debêntures, com vencimento em 18 de setembro de 2011. Em 30 de julho de 2010, a Elektro pagou aos debenturistas da 3ª emissão os valores referentes ao montante principal, remuneração (juros) e prêmio, conforme preço unitário ("PU") descrito a seguir:
• Principal: R$ 10.000,00
• Remuneração (juros): R$ 133,437759
• Prêmio: R$ 59,958021
Estrutura de capital
31/12/2010 |
||||
|---|---|---|---|---|
| Total | ||||
Valores em R$ milhões |
Curto prazo |
Longo prazo |
R$ milhões |
% |
| Empréstimos com terceiros | 422,1 |
673,4 |
1.095,5 |
100% |
| Debêntures | 219,9 |
289,7 |
518,6 |
47,3% |
| BNDES Finem/Finame | 79,4 |
235,6 |
315,0 |
28,8% |
| Eletrobras | 9,9 |
92 |
101,9 |
9,3% |
| Finep | 6,6 |
35,8 |
42,4 |
3,9% |
| Moeda estrangeira (1) | 100,9 |
- |
100,9 |
9,2% |
| Arrendamento mercantil | 5,4 |
11,3 |
16,7 |
1,5% |
| Total da dívida | 422,1 |
673,4 |
1.095,5 |
100% |
|---|---|---|---|---|
| Perfil da dívida | 39% |
61% |
100% |
| Caixa, aplicações financeiras e caução de fundos (2) |
(224,8) |
Endividamento líquido |
870,7 |
|---|
(1) Convertido à taxa na data de fechamento do câmbio, em 29 de novembro, no valor de R$1,7172/US$.
(2) Considera garantias específicas de dívidas, excluindo garantias caucionadas para compra de energia elétrica educacional e outros.
A Elektro encerrou o ano de 2010 com endividamento líquido de R$ 870,7 milhões, resultado do endividamento total de R$ 1.095,5 milhões e saldo de caixa, aplicações financeiras e caução de fundos de R$ 224,8 milhões. A dívida de longo prazo corresponde a 61% do total do endividamento.
Durante o ano de 2010, a Empresa captou recursos para financiar seu programa de investimentos por meio de linhas de fi nanciamento já existentes:
• BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social): R$ 77,9 milhões, por meio de agentes financeiros;
• Eletrobras: R$ 9,9 milhões, relacionados ao Programa Luz para Todos;
• Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia): R$ 9,1 milhões.
No mesmo período, para contratar novos investimentos, cujo financiamento não havia sido contratado anteriormente, a Elektro realizou novas captações no montante total de R$ 4,3 milhões relacionados ao BNDES Finame. Adicionalmente, a Empresa captou em 3 de setembro e em 1º de dezembro de 2010, utilizando o instrumento financeiro da Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962, linhas de financiamento de curto prazo denominadas em moeda estrangeira no montante total de R$ 135 milhões (US$ 77,9 milhões).
Objetivando a neutralização de qualquer risco cambial derivado dessa operação, a Elektro contratou uma operação de swap, com o mesmo prazo de vencimento, e sobre o mesmo valor da operação de empréstimo, resultando assim em uma operação denominada em moeda nacional com um custo final atrelado ao CDI.
A captação total de financiamentos no período, considerando o financiamento do programa de investimentos da Elektro e de linhas de curto prazo, atinge o montante total de R$ 236,2 milhões.
Ao final de 2010, o grau de alavancagem da Elektro era de 40%, patamar bastante prudente e que garante uma situação de liquidez confortável para a Empresa.

Ao final do ano, o endividamento total da Elektro apresentava as seguintes características:
(1) Considera recursos da Finep sem indexação.
(2) Linha contratada em moeda estrangeira com juros pré-fixados e protegida por meio de swap em CDI
Classificação de risco
Em 1º de julho de 2010, a agência de classificação de riscos Standard & Poor's elevou o rating de crédito corporativo da Elektro de brAA+ para brAAA, o melhor rating da escala de crédito. A 2ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações, no valor de R$ 750 milhões, manteve seu rating de brAAA. A 4ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações, no valor de R$ 300 milhões, emitida em 15 de julho de 2010, também teve seu rating alterado de brAA+ para brAAA.
Política de utilização de instrumentos financeiros derivativos
De acordo com a política da Elektro, a utilização de derivativos tem como propósito único e específico proteger a empresa de eventuais exposições a moedas ou taxas de juros. A Elektro possui uma transação envolvendo instrumentos financeiros derivativos, por meio de operação de swap, que foi contratada em dezembro de 2010 com vencimento em julho de 2011.
Tal instrumento visa mitigar 100% o risco de variação cambial de captação em moeda estrangeira com início e vencimento nas mesmas datas do swap. O contrato de swap em referência consiste na troca de indexadores, nesse caso, de uma taxa de juros pré-fixada (variação cambial + 2,13% a.a.) para uma taxa de juros pós-fixada (101,1% do CDI) e visa eliminar o risco de variação cambial para a Elektro, com a definição da mesma taxa de câmbio da dívida como índice de atualização do swap.
A Empresa também possui pagamentos de compra de energia de Itaipu que são atrelados ao dólar norte-americano. Porém, essas variações cambiais estão contempladas no reajuste tarifário anual aplicável à Empresa, conforme mecanismo da Conta de Compensação de Variações de Itens da Parcela A (CVA).
Com relação à dívida indexada à inflação (IGP-M), a Elektro considera possuir hedge natural em virtude do mecanismo de reajuste tarifário previsto em seu contrato de concessão.
Em 2010,
a agência Standard & Poor's elevou o rating de crédito corporativo da Elektro para brAAA
Fluxo de caixa
Valores em R$ milhões |
Δ R$ milhões |
||
|---|---|---|---|
2010 |
2009 Reapresentado |
2010/2009 |
|
| Lucro líquido do período | 450,4 |
567,7 |
(117,3) |
| Depreciação e outras amortizações | 145,7 |
133,7 |
12,0 |
| Amortização e constituição de tributos diferidos | 54,3 |
140,0 |
(85,7) |
| Juros e variação monetária e cambial | 132,2 |
32,7 |
99,5 |
| Constituição ativo – acordo TUSD-G | - |
(113,8) |
113,8 |
| Outros | 121,2 |
25,5 |
95,7 |
| Despesas (receitas) que não afetam o caixa | 453,4 |
218,1 |
235,3 |
| Lucro líquido ajustado | 903,8 |
785,8 |
118,0 |
| Variação do capital de giro operacional | (138,2) |
(180,3) |
42,1 |
| Geração operacional de caixa após imposto de renda, contribuição social e pagamento de juros |
765,7 |
605,5 |
160,2 |
| Adições ao intangível | (371,5) |
(296,9) |
(74,6) |
| Outros | 6,3 |
15,0 |
(8,7) |
| Atividade de investimento | (365,2) |
(281,9) |
(83,3) |
| Amortização de principal | (594,2) |
(372,2) |
(222,0) |
| Captação de empréstimos | 236,3 |
290,2 |
(53,9) |
| Captação de debêntures | 297,8 |
298,5 |
(0,7) |
| Atividades de financiamento antes do pagamento de dividendos | (60,0) |
216,5 |
(276,5) |
| Dividendos propostos e juros sobre capital próprio pagos | (400,9) |
(461,3) |
60,4 |
| Atividade de financiamento após o pagamento de dividendos | (461,0) |
(244,8) |
(216,2) |
| Geração (consumo) líquido caixa | (60,5) |
78,8 |
(139,3) |
| Saldo inicial do período (excluindo caução de fundo) | 283,8 |
205,0 |
78,8 |
| Saldo disponível de caixa do período (excluindo caução de fundo) | 223,4 |
283,8 |
(60,4) |
Em 2010, o consumo líquido de caixa foi de R$ 60,5 milhões, R$ 139,3 milhões de variação negativa em relação ao mesmo período de 2009. As principais justificativas foram:
• Aumento de R$ 160,2 milhões na geração operacional de caixa, devido principalmente ao aumento no volume de energia fornecida a clientes finais e livres, atrelado ao incremento médio de 4,98% e 8,91% nos reajustes tarifários de agosto de 2009 e 2010, respectivamente;
• Acréscimo de R$ 74,6 milhões nas adições ao intangível, em virtude do Projeto Novas Tecnologias;
• Maior desembolso de caixa, no montante de R$ 222,0 milhões, referente à liquidação da 3ª emissão de debêntures da Elektro e amortização de arrendamento mercantil;
• Menor captação de empréstimos, no valor total de R$ 53,9 milhões, basicamente por volumes inferiores de liberações do BNDES e Eletrobras em decorrência da absorção de atividades anteriormente financiadas;
• Redução de R$ 60,4 milhões no pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, resultado do menor lucro líquido de 2010, quando comparado a 2009.
Investimentos e modernização
Em 2010, a Elektro investiu R$ 354,8 milhões, dos quais R$ 9,9 milhões realizados com recursos de clientes.
(1) Exclui investimentos realizados com recursos de clientes.
Os principais programas de investimentos foram:
• R$ 301,3 milhões em expansão, melhorias, preservação do sistema elétrico e suporte operacional, dos quais: (i) R$ 98,5 milhões foram investidos na preservação do sistema elétrico, (ii) R$ 28,7 milhões em melhorias e atualizações tecnológicas, (iii) R$ 94,9 milhões estão associados a novas ligações e à expansão de subestações e de linhas de transmissão e (iv) R$ 79,2 milhões foram investidos em programas de Tecnologia da Informação e Infraestrutura.
• R$ 43,6 milhões no Programa de Universalização, em cumprimento à Lei nº 10.438 de abril de 2002, segregados da seguinte forma:
• R$ 33,4 milhões referentes a Programas Rurais, relacionados aos projetos de eletricificação de áreas rurais que viabilizam o fornecimento de energia elétrica a 7.384 novos clientes, por meio do Programa Luz para Todos;
• R$ 10,2 milhões referentes a Programas de Universalização, que determinam o atendimento de novas ligações e o aumento de carga, sem ônus aos clientes com carga inferior a 50 kVA.
Os investimentos realizados no ano de 2010 foram superiores aos realizados no mesmo período de 2009, devido a maiores aportes em projetos de suporte operacional, principalmente aquisição de equipamentos para o Projeto Novas Tecnologias, como veículos e equipamentos de transporte, materiais e ferramentas, equipamentos de informática e ampliação e reforma de imóveis. Esse projeto visa aumentar a produtividade e a segurança dos colaboradores nas atividades de construção e manutenção de redes de distribuição por meio de equipamentos inovadores e desenvolvimento de nova metodologia operacional.
Houve aumento na expansão e incorporação de novas subestações, representando incremento de R$ 26,1 milhões ao longo de todo o ano.
Distribuição do valor adicionado
O valor adicionado, que representa a distribuição da riqueza produzida pela Empresa durante o ano, totalizou R$ 2,4 bilhões. Do total, 67,6% foram distribuídos ao governo, na forma de impostos e contribuições, o que mostra a relevância da empresa para a sociedade. Os 32,4% restantes foram distribuídos entre acionistas (17,2%), colaboradores (7,2%), financiadores (7,0%) e para lucros retidos (1,0%).
Demonstração do valor adicionado (DVA) (GRI EC1) |
|---|
2010 |
2009 (Reapresentado) |
|
| Receitas | 4.923.257 |
4.458.479 |
| Vendas de energia e serviços | 4.562.803 |
4.170.318 |
| Receita de construção | 371.477 |
296.867 |
| Provisão para créditos de liquidação duvidosa | (16.520) |
(12.590) |
| Outras receitas | 5.497 |
3.884 |
| Insumos adquiridos de terceiros | (2.511.787) |
(2.213.294) |
| Energia comprada | (1.772.398) |
(1.642.268) |
| Materiais | (31.009) |
(27.233) |
| Serviços de terceiros | (120.279) |
(117.296) |
| Custo de construção | (371.477) |
(296.867) |
| Outros custos operacionais | (216.624) |
(129.630) |
| Valor adicionado bruto | 2.411.470 |
2.245.185 |
| Depreciação e amortizações | (145.650) |
(133.661) |
| Valor adicionado líquido | 2.265.820 |
2.111.524 |
| Receitas financeiras e variações monetárias | 96.553 |
188.676 |
| Valor adicionado a distribuir | 2.362.373 |
2.300.200 |
| Distribuição do valor adicionado | 2.362.373 |
2.300.200 |
| Pessoal | 169.590 |
183.942 |
| Impostos, taxas e contribuições | 1.279.305 |
1.188.790 |
| Federais | 501.349 |
500.360 |
| Estaduais | 777.564 |
687.991 |
| Municipais | 392 |
439 |
| Encargos do consumidor e outros | 317.188 |
264.836 |
| Despesas financeiras e variações monetárias e cambiais | 166.540 |
109.969 |
| Juros sobre capital próprio | 67.639 |
67.559 |
| Dividendos pagos | 190.352 |
238.141 |
| Dividendos propostos | 149.238 |
203.886 |
| Lucro retido | 22.521 |
43.077 |