Neoenergia incorpora Elektro Holding após aprovação das assembleias de acionistas das duas empresas

24/08/2017 22:16 hs

Com esta operação é criado um líder elétrico no Brasil e na América Latina 

Foi assim concluída uma operação histórica para o Grupo Iberdrola, depois de também ter recebido a aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em um prazo muito inferior ao habitual neste tipo de transações.

A nova empresa tem participação da Iberdrola[1], Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e BB Banco de Investimentos (Banco do Brasil), que detêm 52,45%, 38,21% e 9,35% do capital, respectivamente.

 

Aspectos relevantes
• O presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, reiterou “o compromisso da Iberdrola para com o Brasil, a primeira economia da América Latina”, um país onde a empresa está operando há já 20 anos e em que investiu mais de 52,5 bilhões de reais
• A nova empresa prestará serviço a um território com uma população superior a 34 milhões de pessoas e contará com 13,4 milhões de pontos de fornecimento
• A área de concessão da empresa ocupará uma superfície de 836.000 quilômetros quadrados e sua rede de distribuição se estenderá ao longo de 585.000 quilômetros
• Conta com uma base de ativos regulados de, aproximadamente, 14 bilhões de reais (3,65 bilhões de euros)
• O valor agregado de rendimentos das empresas integradas durante o exercício de 2016 ronda os 30 bilhões de reais (7,9 bilhões de euros), com um EBTIDA de cerca de 3,6 bilhões de reais (934 milhões de euros)

 

 

O Grupo Iberdrola concluiu uma das operações corporativas mais importantes de sua história com a incorporação no Brasil de todos os negócios da empresa Elektro Holding na Neoenergia, que já recebeu o visto válido das Assembleias Gerais das duas empresas.

Previamente já tinham sido obtidas, em um prazo muito inferior ao habitual neste tipo de transações, as três aprovações necessárias das autoridades brasileiras: do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Cabe lembrar que os acionistas da Neoenergia tinham alcançado, no início do mês de junho, um acordo pelo qual a empresa incorporaria a atividade e os negócios da Elektro, filial brasileira da Iberdrola[2].

Após a culminação desta operação, o presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, reiterou “o compromisso da Iberdrola com o Brasil, a primeira economia da América Latina”, um país onde a empresa está operando há já 20 anos. Além disso, destacou que “a empresa confia plenamente no futuro do Brasil” e que “boa prova disso” são seus planos de crescimento a médio e longo prazo nesse país.

“Em todos esses anos, a Iberdrola investiu mais de 52,5 bilhões de reais (13,6 bilhões de euros)”, ressaltou Galán. Posteriormente acrescentou: “Neste momento estamos executando obras e investimentos nos setores das redes, geração regulada e energias renováveis, e continuaremos investindo no Brasil. Apenas no ano passado a Iberdrola adjudicou contratos de fornecimento de bens e serviços em um valor de 5 bilhões de reais (1,27 bilhões de euros) a mais de 8.000 fornecedores brasileiros”.

A sociedade resultante - que aglutina os ativos de distribuição, transporte, geração e comercialização de eletricidade da Neoenergia e da Elektro - conta com a seguinte distribuição de acionistas: 52,45% são controlados pela Iberdrola; 38,21% correspondem à Previ e 9,35% ao Banco do Brasil. O acordo alcançado entre os sócios inclui o compromisso da Iberdrola de lançar a empresa na bolsa.

 

Estrutura da operação

A transação é efetuada sob a fórmula conhecida como incorporação: a Neoenergia executará uma ampliação de capital que será subscrita em sua totalidade pela Iberdrola. O aumento de participação da companhia com sede em Bilbao em dita empresa terá como contraprestação os ativos da Elektro.
Os proprietários da Neoenergia subscreveram um novo pacto de acionistas que fixa, entre outros, os seguintes aspectos: a aprovação de determinadas matérias reservadas por maiorias reforçadas; a existência de limitações para transmissão de ações da sociedade; o direito da Iberdrola de nomear a maioria dos membros do Conselho de Administração da empresa resultante e a obrigação, por parte da empresa espanhola, de canalizar todos seus investimentos no Brasil através desta nova sociedade.

 

Primeira empresa elétrica do Brasil

Esta operação dá lugar à maior empresa elétrica do Brasil e a um líder na América Latina em número de clientes, com 13,4 milhões, aos quais se distribuíram 54.000 GWh em 2016. Prestará serviço num território com uma população superior a 34 milhões de pessoas, se comparado com os 18 milhões de população da área de influência da Iberdrola na Espanha.
Sua área de concessão - 13 estados - compreende 836.000 quilômetros quadrados, face aos 190.000 quilômetros quadrados da Iberdrola na Espanha, enquanto sua rede de distribuição se estende ao longo de 585.000 quilômetros - 268.000 quilômetros no caso da Espanha.
A empresa resultante, fundamentalmente regulada, também está presente no negócio da geração eólica - sua filial Força Eólica do Brasil se dedica ao desenvolvimento e operação de parques eólicos no país - e hidráulica, com uma capacidade atribuível de 2.080 megawatts (MW) operacionais e 1.460 MW em desenvolvimento, assim como no negócio da geração termoelétrica, com 530 MW operacionais.
A nova Neoenergia tem uma base de ativos regulados de, aproximadamente, 14 bilhões de reais (3,65 bilhões de euros).
Caso se adicionem os valores correspondentes ao exercício de 2016 da Elektro e da Neoenergia, a empresa teria gerado rendimentos de cerca de 30 bilhões de reais (7,9 bilhões de euros). O lucro bruto de exploração (EBTIDA) teria sido de, aproximadamente, 3,6 bilhões de reais (934 milhões de euros).

 

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